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segunda-feira, 7 de junho de 2010

BOI DA TERRA: RESITÊNCIA DA CULTURA POPULAR NA PERIFERIA DE BELÉM

   Fruto da dissidência de um boi-bumbá mais antigo, o “Boi da Terra” foi fundado em 21 de setembro de 2007 por moradores do bairro da Terra Firme, periferia de Belém. Congrega brincantes, compositores, percussionistas, dançarinos, cantores e a comunidade em geral. Personagens que vêem na cultura popular uma oportunidade de inclusão social e de criação de novas formas de sociabilidade.
     A Terra Firme é hoje conhecida como um dos bairros mais violentos da cidade de Belém. Formado por uma série de ocupações desordenadas, aonde os recursos públicos na maior parte das vezes chegam de maneira precária e insuficiente. Neste contexto o Boi da Terra intervém no bairro de modo a constituir formas alternativas de lazer e ao mesmo tempo estabelecer uma relação de valorização das coisas da comunidade. Tem como objetivo maior mostrar que em contextos desfavoráveis é possível criar coisas belas, aumentar a autoconfiança de populações carentes e ao mesmo tempo, com os poucos recursos que possui, agregar a comunidade em atividades culturais que preguem a cidadania e a inclusão social, sobretudo entre os jovens.
       Atualmente o Boi da Terra desenvolve atividades durante todo o ano como passeios, torneios e jogos infantis, arrecadação de roupas e alimentos para campanhas solidárias e tem seu período de maior atuação durante a Quadra Junina, quando realiza aos domingos um cortejo cultural pelas ruas do bairro.

Tony Leão

domingo, 25 de abril de 2010

Valsinha do Marajó

Aos meu amigos "Canalhas" que me conhecem como músico e compositor, mas nunca me escutaram tocar música erudita com o violão. Então deixo, aqui, para vocês, minha interpretação e arranjo sobre a música "Valsinha do Marajó" do compositor paraense Waldemar Henrique.

Abraços.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

CHAMA VEREQUETE- PARTE 1

CHAMA VEREQUETE - PARTE 2

A AMAZÔNIA DE LUTO POR VEREQUETE


Calam-se os tambores terrenos de mestre Verequete, a Amazônia, o povo paraense lamenta a perda daquele que simbolizava verdadeiramente os tambores e a musicalidade cabocla de nossa terra. Muitos foram os votos de pesar, políticos, artistas paraenses, estudantes, professores, para esse que foi e será pra sempre o nosso maior artista popular. Bragantino do nordeste do Pará, Verequete teve sua história contada no curta, ganhador do kikito de melhor trilha sonora no festival de gramado, CHAMA VEREQUETE.
O Bloco da canalha não poderia deixar de registrar essa perda, anunciando não o cortejo carnavalesco, mais o cotejo fúnebre de verequete o mestre do carimbó que ganhou esta tarde as ruas de Belém ritimado pelas palmas e pelo curimbó.
O Pará segue a luta para transformar o carimbó em patrimônio imaterial, quem sabe em breve, seria uma justa homenagem ao mestre.

" O CARIMBÓ NÂO MORREU, QUEM CANTA O CARIMBÓ SOU EU"